Senador de MT coloca em dúvida eficácia de MP e pede taxação de grandes fortunas

Senador de MT coloca em dúvida eficácia de MP e pede taxação de grandes fortunas

Wellington Fagundes observou que a entrada do coronavírus no Brasil se deu justamente pela parte mais rica da população

Em isolamento social em Brasília (DF), o senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, colocou em dúvida a eficácia da Medida Provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro 927/2020, com ações para combater o efeito da pandemia de coronavírus sobre a economia. A medida foi editada nesta segunda-feira, 23. Horas após a publicação, o presidente revogou o dispositivo que previa a suspensão dos contratos de trabalho por 4 meses.

“É uma proposta do Governo e vamos avaliar tudo com muita atenção e profundidade, de forma ágil. Mas, aparentemente, a MP mostra muita fragilidade” – disse. Fagundes declarou, por outro lado, ser favorável à taxação das grandes fortunas para buscar recursos para a crise na saúde pública. Para ele, o momento é de sacrifícios e de cobrar daqueles que mais podem contribuir.

Atualmente, a soma de toda a riqueza das famílias brasileiras é de cerca de R$ 16 trilhões. Desse valor, R$ 8 trilhões estão concentrados em apenas 1 % das famílias. Dados apresentados pelo presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual (Fenafisco), Charles Alcântara, mostram que, se o país taxasse o patrimônio trilionário em apenas 1%, seria possível arrecadar R$ 80 bilhões. “Com um pouco mais de aperto, seria possível dobrar o atual Orçamento da saúde – salientou Fagundes.

Fagundes  observou que a entrada do coronavírus no Brasil se deu justamente pelos mais abastados, que estavam em viagens para outros países. “O vírus não tem barreira, no Brasil entrou pela porta dos ricos e está chegando nas periferias” – alertou. Ele afirma que sua preocupação é com a população em situação de vulnerabilidade que vive um estado de desnutrição e tem baixa imunidade.

O senador do PL de Mato Grosso, com efeito, destacou que o Brasil, como a 7ª economia do mundo  “não pode abandonar os pobres”. Para ele, se faz necessário chegar a um grande entendimento nacional, sem, no entanto, permitir que o desemprego agrave ainda mais a situação do país, afetando aqueles que mais precisam. ”Mesmo reclusos por conta da quarentena, vamos seguir conversando com todas as demais lideranças, em tele ou videoconferência, procurando encontrar uma solução adequada para o povo brasileiro” – acrescentou.

APOIO ÀS UNIVERSIDADES – Nesta segunda-feira, 23, Wellington informou que voltou a conversar com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, pedindo maior participação das universidades federais, através dos hospitais universitários, no combate ao coronavírus, causador do COVID-19. Ele apelou ao ministro para que sejam entregues às universidades federais de Mato Grosso kits para realização dos testes do SARS Cov-2. A quantidade de testes realizados no Estado, segundo o senador, não permite sequer uma amostragem sobre a tendência da pandemia.

Fagundes também quer que o MEC amplie para as universidades particulares a autorização  para que alunos regularmente matriculados nos dois últimos anos do curso de medicina, e do último ano dos cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia do sistema federal de ensino atuem no combate ao COVID-19. Atualmente, a medida só abrange as universidades federais.

Da Assessoria

Foto: Roque de Sá/Agência Senado  

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