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Grupo de trabalho vai buscar soluções para problemas em Manso

Um grupo de trabalho formado por representantes de Furnas Centrais Elétricas, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), prefeituras de Chapada dos Guimarães e Alto Paraguai e do gabinete do senador Wellington Fagundes (PL-MT) deve se dedicar a apresentar soluções para questões envolvendo o lago de Manso, em Mato Grosso. Eles vão tratar, entre outros, de temas como a regularização fundiária, protocolos ambientais e investimentos em infraestrutura.

Esses assuntos pautaram uma reunião, nesta quarta-feira (10.02), como consequência da reclamação de moradores do entorno do lago, apresentadas ao senador Wellington. Eles relatam o surgimento de vegetação que estava submersa, dificultando a navegação, os ataques de piranhas que têm afugentado os turistas, a insegurança jurídica gerada por ações movidas por Furnas e a falta de investimentos em programas ambientais e de infraestrutura.

Investimentos

O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner, conta que o município já construiu 444 km de estradas no entorno do lago, além de 40 pontes de madeira com recursos próprios. Além disso, mantém, até hoje, as balsas que fazem a travessia de veículos e passageiros em alguns pontos de Manso. 

“Esses investimentos deveriam ter sido feitos por Furnas, mas não recebemos sequer a garantia de manutenção dessa infraestrutura” – ressaltou. 

Ele também reivindica uma solução para a questão fundiária, a construção de marinas públicas (hoje, a população não tem acesso ao lago, cujas margens estão quase em sua totalidade nas mãos de proprietários privados). “Precisamos definir e implementar medidas mitigatórias e compensatórias. O lago representou um impacto muito grande para o município de Chapada”, avalia.

Comunidades

Em Alto Paraguai, a principal questão é fundiária. Quatro fazendas foram adquiridas por Furnas para transferência de famílias que foram afetadas pela formação do lago e a construção da Usina de Manso. Mas as famílias não quiseram permanecer na região e hoje os 8.600 ha estão sendo ocupadas por moradores da região, organizados em quatro comunidades, onde construíram suas moradias e contam com serviços públicos. “Precisamos resolver essa questão fundiária. Essas áreas poderiam ser transferidas para o Estado”, sugere. “São comunidades produtivas e contribuem com a economia do município”, diz.

Segundo o diretor-presidente de Furnas, Pedro Brito, o passivo fundiário e ambiental existe em vários reservatórios pelo Brasil. “Mas estão na agenda da companhia, que estuda saídas para todas as questões”, diz. Ele sugeriu a criação de um protocolo envolvendo todos os agentes que têm alguma ligação com a usina e o lago de Manso para encaminharem soluções equilibradas, parcerias e arranjos institucionais.

Seca

Luiz Carlos Ciocchi, diretor-geral do ONS, confirma a intenção de solução para problemas registrados em reservatórios em todo o Brasil e lembrou que o baixo nível das águas em Manso está relacionado à seca. “Estamos vivendo a pior situação já registrada nos últimos 90 anos”, diz.

O senador Wellington Fagundes disse que os assuntos envolvendo Manso não se esgotam em uma reunião e confirmou a decisão de atuar para que as soluções sejam encaminhadas o mais rápido possível. “Esses problemas geram insegurança para os cerca de 3 mil moradores no entorno do lago, que já se transformou em um pólo de atração de investimentos imobiliários, de turismo, de lazer e de piscicultura”.

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