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Wellington Fagundes defende revisão da concessão da Energisa e cobra mais qualidade no fornecimento de energia em Mato Grosso

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) defendeu, durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (23.10) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a revisão do contrato de concessão da Energisa, cobrando melhor qualidade e estabilidade no fornecimento de energia elétrica em todo o estado.

Fagundes destacou que o contrato atual, que vence em dezembro de 2027, foi firmado em um cenário econômico completamente diferente, e que Mato Grosso hoje é uma potência agrícola e industrial que necessita de um serviço compatível com seu crescimento.

“A energia é o coração do progresso e um coração que falha compromete todo o organismo do desenvolvimento. Nosso objetivo não é atacar a empresa, mas assegurar que o serviço acompanhe o desenvolvimento do estado”, afirmou o senador.

O parlamentar também cobrou ressarcimento automático aos consumidores que permanecerem longos períodos sem energia e lembrou que a Energisa ocupa apenas a 10ª posição nacional no ranking de continuidade do fornecimento, o que evidencia a necessidade de avanços, especialmente nas áreas rurais.

O diretor da ANEEL, Fernando Mosna, informou que o processo de renovação das concessões está em análise e destacou que a agência busca “equilibrar os contratos, respeitando as particularidades regionais e garantindo o foco no consumidor”.

Já o presidente da Energisa Mato Grosso, Marcelo Vinhaes Monteiro, afirmou que a empresa pretende investir R$ 1,6 bilhão em 2025, o maior volume entre todos os estados onde o grupo atua. “Mato Grosso saiu da 20ª para a 10ª posição em qualidade de fornecimento, mas seguimos trabalhando para melhorar ainda mais”.

A audiência reuniu parlamentares, prefeitos, produtores rurais e representantes da sociedade civil. Fagundes encerrou defendendo um diálogo permanente entre ANEEL, Governo Federal, Estado e Congresso Nacional, para que o novo ciclo de concessão reflita o potencial e as necessidades de Mato Grosso.

“O futuro de Mato Grosso passa pela energia e o futuro da energia passa por decisões como esta”, concluiu Wellington Fagundes.