O senador Wellington Fagundes (PL-MT) voltou às redes sociais para explicar de forma direta e contundente a polêmica da chamada Moratória da Soja, tema que voltou ao centro do debate após a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) de suspender os efeitos do acordo e instaurar investigação contra grandes tradings por suspeita de cartel e abuso de poder econômico. O parlamentar classificou o mecanismo como uma verdadeira “máfia” que prejudicou o Brasil, especialmente Mato Grosso, maior produtor de soja do país.
A Moratória da Soja foi criada em 2006, a partir de pressão da União Europeia e de grandes ONGs internacionais, impondo que empresas exportadoras não comprassem grãos de áreas abertas após 2008. Na prática, porém, a restrição atingiu inclusive produtores do Médio-Norte e do Nortão de Mato Grosso, que abriram suas terras de forma legal e dentro do Código Florestal.
“As grandes tradings lá de fora vieram impor condições que travaram quem produz de forma correta”, afirmou Fagundes. Para ele, esse foi o ponto central da contradição: enquanto apenas 5% do território europeu ainda preserva florestas primárias, governos e companhias de fora impunham exigências ao Brasil, mesmo após terem devastado seus próprios territórios.
O senador reforçou que a Moratória foi usada como instrumento de poder econômico. “Criaram barreiras comerciais que desvalorizaram a soja brasileira, comprada barato aqui dentro e revendida com lucro no exterior. Isso funcionou como um cartel que estrangulou o produtor nacional”, disse.
Fagundes destacou que as consequências ultrapassaram o campo: “Quando o produtor não consegue vender a soja, o dinheiro deixa de circular. A cidade arrecada menos, tem menos emprego, menos comércio, menos estrada, menos saúde, menos escola. Quem perde não é só o agricultor, é todo mundo”. Ele também criticou a omissão do governo federal e lembrou a atuação conjunta com a Aprosoja, que levou o debate ao Supremo Tribunal Federal e até à Europa para demonstrar que o Brasil possui o Código Florestal mais rigoroso do mundo e que a Moratória não era necessária.
Com a decisão do CADE, o senador celebra o que chama de vitória histórica, mas alerta para a continuidade da luta.
“Essas empresas não vão aceitar fácil perder esse poder. Vamos seguir firmes para que essa vitória se torne definitiva. E, se Deus quiser, a vitória virá”, afirmou. O vídeo publicado foi legendado em inglês, numa estratégia de levar a mensagem além das fronteiras. “Aqui no Brasil, aqui em Mato Grosso, quem manda somos nós”, concluiu.
Veja aqui:
https://www.instagram.com/reel/DNo1rIvg03T/?igsh=empnbTR6dG14eWp6