O pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes, presidente da Frente Parlamentar Brasil–Arábia Saudita, manifestou em suas redes sociais, profunda preocupação diante da recente escalada de tensões no Oriente Médio, com ataques atribuídos ao Irã contra a Arábia Saudita e países aliados do Golfo.
Para Wellington, trata-se de um cenário que ultrapassa os limites regionais e passa a representar risco concreto à estabilidade internacional. “A soberania das nações e o respeito ao direito internacional são princípios inegociáveis. A comunidade internacional não pode relativizar ações que ampliam tensões e expõem milhões de pessoas à insegurança”, afirmou.
Na condição de presidente da Frente Parlamentar, Wellington Fagundes declarou solidariedade ao povo e ao governo da Arábia Saudita, destacando a importância estratégica da parceria entre os dois países. Segundo ele, o Brasil mantém relações comerciais robustas com o país árabe, envolvendo bilhões de dólares em exportações, investimentos e cooperação, especialmente em setores fundamentais como o agronegócio.
Fagundes também chamou atenção para os reflexos econômicos globais do conflito. O mercado internacional já vinha demonstrando volatilidade, com o petróleo fechando a última semana a US$ 73 por barril, o maior valor desde julho. A alta contraria projeções feitas no início do ano por organismos como a Agência Internacional de Energia, que indicavam cenário de superoferta para 2026.
A intensificação das tensões no Golfo, somada ao endurecimento de sanções internacionais, elevou os preços da commodity em cerca de 20% neste ano. Especialistas alertam que um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz, responsável pelo escoamento de aproximadamente um terço do petróleo transportado por via marítima no mundo, poderia pressionar o barril para patamares próximos de US$ 100.
Para Wellington Fagundes, a estabilidade do Oriente Médio tem impacto direto sobre o Brasil, tanto pelo efeito nos preços dos combustíveis quanto pela repercussão sobre cadeias produtivas e inflação. “O Brasil precisa se posicionar com clareza e responsabilidade. A previsibilidade internacional é essencial para proteger nossa economia e garantir segurança energética”, pontuou.

O senador informou ainda que está em diálogo com a Embaixada da Arábia Saudita no Brasil e acompanhará atentamente os desdobramentos diplomáticos e econômicos da crise. “Que prevaleçam o diálogo, a responsabilidade diplomática e a busca firme pela paz, concluiu Fagundes.



